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Síntese das Revelações

“Eu sou o amor e a própria Misericórdia”

Jesus estendeu os braços na cruz por amor, mergulhando a humanidade em sua infinita misericórdia. Naquele instante, o Senhor lavou-nos e curou-nos com o sangue e a água que brotaram do Seu lado aberto pela lança: “De todas as minhas chagas, como de fonte, corre a misericórdia para as almas, mas a chaga do Meu Coração é uma fonte de inescrutável misericórdia; dessa fonte jorram grandes graças para as almas” (D. 1190).

Hoje, Nosso Senhor deseja mergulhar a humanidade na Sua infinita Misericórdia, afim de que todos aproveitem o fruto da Sua paixão, morte e ressurreição: “Tudo o que existe está encerrado no interior da Minha misericórdia, mais profundamente que o filho no seio da mãe. Quanta dor me causa a falta de confiança em minha bondade” (D. 1076).

“Estou enviando o dia da Misericórdia”

Santa Faustina, ao cumprir a missão recebida da parte de Nosso Senhor, nos revelou a mensagem da Misericórdia Divina: “Hoje ouvi as palavras: - No antigo Testamento Eu enviava profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou te enviando a toda a humanidade, com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la, estreitando-a ao Meu misericordioso Coração. Utilizo castigo quando eles mesmos Me obrigam a isso. A Minha mão empunha de má vontade a espada da justiça; antes do dia da justiça, estou enviando o dia da misericórdia” (D. 1588).

Antes de ser um alerta, é um apelo do Coração Misericordioso de Jesus, incendiado pelo amor à humanidade ferida pelo pecado: “Escreve: antes de vir como juiz imparcial, venho como Rei de Misericórdia” (D. 83).

“Medita sobre a minha amarga paixão”

Lemos nos escritos de Santo Afonso: “Todos os Santos, conhecedores da alegria que proporciona a Nosso Senhor a meditação sobre a sua Paixão, procuraram relembrar continuamente as dores e desprezos que padeceu nosso Redentor durante sua vida e especialmente na morte”.

Meditar a Paixão de Nosso Senhor foi sempre, e continua sendo, uma das fontes mais ricas para o progresso espiritual: “São poucas as almas que refletem sobre a Minha Paixão com verdadeiro sentimento; concedo as mais abundantes graças para as almas que refletem piedosamente sobre a Minha Paixão” (D. 737).

Escreve Santa Faustina: “Jesus me disse que o que mais Lhe agrada é quando medito sobre Sua Dolorosa Paixão, e por essa meditação muita luz desce em minha alma. Quem quer aprender a verdadeira humildade, que reflita sobre a Paixão de Cristo. Quando reflito sobre a Paixão de Cristo, consigo compreender claramente muitas coisas que antes não podia compreender” (D. 267).

“Estou sempre à espera do pecador arrependido”

Jamais deve extinguir-se na alma do pecador o desejo de ser perdoado, o propósito de converter-se e de não mais pecar. O pecador arrependido inunda de alegria o Coração Misericordioso de Nosso Senhor e alcança tudo: “Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que Jesus estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a Seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com perfume” (Lc 7, 36-50).

Tamanha demonstração de contrição mereceu de Jesus estas palavras: “Seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor” (Lc 7, 36-50). Portanto, os maiores pecadores tem mais direito à Misericórdia Divina: “Ponham a esperança na Minha Misericórdia os mais pecadores. Eles tem mais direito que outros à confiança no abismo da Minha Misericórdia. Minha filha, escreve sobre a Minha Misericórdia para as almas mais atribuladas” (D. 1146).


“Ajuda-me a salvar almas, rezando pelos pecadores”

A última oração de Cristo na cruz, registrada por São Lucas, foi esta: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46). No entanto, sua última oração pelos pecadores, momentos antes de morrer, foi assim: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Cristo, na cruz, esvaziou-se completamente, amou-nos até o fim, e não esqueceu de ninguém. Que grande dor causa a perda de uma só alma ao coração de Nosso Senhor!

Não sabemos quantas almas vamos salvar com as nossas orações, por isso devemos rezar sempre pelos pobres pecadores.
Disse Jesus: “A perda de cada alma mergulha-me em profunda tristeza. Sempre Me consolas quando rezas pelos pecadores. A oração que Me é mais agradável é a oração pela conversão das almas pecadoras; deves saber, Minha filha, que essa oração sempre é ouvida” (D. 1397).

“A confiança na minha misericórdia tudo alcança”

Só uma condição é necessária a nós que desejamos colher os frutos da Misericórdia Divina em nossa alma: a confiança em Deus. Disse Jesus a respeito: “Tua obrigação é a total confiança na minha bondade, e a minha obrigação é dar-te tudo o que necessitas. Eu mesmo faço-Me dependente da tua confiança; se a tua confiança for grande, a minha generosidade não terá limites” (D. 548).

Portanto, trata-se de uma via de duas mãos: Deus nos oferece Sua infinita misericórdia; a nós, cabe a confiança total Nele. Ensina-nos Jesus: “As graças da Minha misericórdia colhem-se com o único vaso, que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá. Grande consolo me dão as almas de ilimitada confiança, porque em almas assim derramo todos os tesouros das minhas graças” (D. 1578).


 
 
 
 
 
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