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As
cartas do Cardeal Mindszenty
Na Hungria, quando o Padre
Ladislau Molnár ainda era jovem, encontrou-se
com o Cardeal Joseph Mindszenty, o que definiu não
apenas a sua vocação sacerdotal, mas marcou
profundamente a evangelização que desenvolveria
anos mais tarde. Quando o Padre Ladislau veio para o
Brasil, passou a corresponder-se com o Cardeal, ao qual
sempre admirou por sua postura firme em defesa da verdade
e da Igreja Católica, bem como por seu exemplo
de vida: simples, corajoso, um sinal vivo da presença
de Deus no mundo.
Das memórias do Padre
Ladislau, extraímos estas palavras fortes: “Lembro
bem do Cardeal Mindszenty. Esteve mais na prisão
do que fora dela: primeiro pelos fascistas, depois pelos
comunistas. Nunca vou esquecer a data: agosto de 1948.
Como líder paroquial, fui chamado à cidade
de Esztergom, na casa do Cardeal. Recebeu-me junto com
seu secretário, Andrez Zaccar.
Ele conversou comigo sobre o perigo que o ateísmo
representava para o mundo livre. Disse: 'Nós,
católicos, cristãos, não devemos
ser parados. Mesmo que haja sacrifícios, vamos
trabalhar'. Suas orientações e sua convicção,
naquele único encontro, marcaram para sempre
a minha vida. Senti muito forte o desejo de ser sacerdote”.
Uma visita do Cardeal ao
Brasil já estava sendo preparada pelo Padre Ladislau
quando, a 06 de maio de 1975, recebeu a notícia
de sua morte. Morreu a personalidade, mas sua obra e
seus pensamentos permanecem até os dias de hoje,
inclusive através da Fraternidade Nossa Senhora
da Evangelização. |